Publicada em 18/11/2013 16:54:27
Foto: Divulgação
O EV1 foi o primeiro carro elétrico produzido
“Essa tecnologia é fator decisivo para a melhoria de vida nas cidades. Além disso, é preciso pensar num modelo de negócios diretamente ligado à mudança de comportamento do individual para o coletivo”, afirmou.
Anderson Suzuki, engenheiro da Nissan, apresentou iniciativas da empresa em colocar no mercado um carro elétrico. Porém, segundo Suzuki, não adianta os projetos estarem disponíveis ao consumidor se o governo não der incentivos ficais.
“Essa questão não depende apenas do fabricante, é muito maior do que isso. É preciso planejamento urbano e tributos mais justos. Como o carro elétrico é mais caro, é necessário oferecer alguma compensação para que o comprador opte por esses modelos”, disse.
Fernando Mano, diretor de estratégia e inovação da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) apresentou o Programa Mobilidade Elétrica, em implantação na cidade de Campinas, que prevê a instalação de cerca de 100 eletropostos para o recarregamento dos carros.
A empresa importou da Europa modelos da marca Renault, que serão incorporados na frota da Prefeitura e de algumas empresas locais, para analisar os impactos sobre a rede de distribuição de energia da cidade e avaliar a operação do sistema.
O gerente de Vendas e Marketing da BMWi, Carlos de Moura Côrtes, mostrou os carros elétricos da empresa e a rede de serviços. Segundo o executivo, a marca acredita que quando se fornece um carro como esses é preciso também disponibilizar um pacote de serviços, como ponto de recarga e assistência técnica.
Ricardo Satué, gerente de Produtos, Mobilidade e Veículos Leves da Innovation Applus IDIADA, afirmou que o atual modelo de mobilidade está obsoleto, pois se gasta muito tempo com deslocamento. Para que isso melhore é preciso integrar as tecnologias complementares para criar modelos eficientes e saudáveis. “A mobilidade é eficiente quando ela é econômica, rápida e poupa tempo”, enfatizou.
Tecnologias
No painel “Tecnologias na Mobilidade Elétrica”, Spartacus Pedrosa, gerente de Engenharia de Produtos da ITEMM – Moura, apresentou as tecnologias de baterias para os vários tipos de veículos elétricos, seu funcionamento e as formas de assegurar a integridade e operação otimizada do produto. O engenheiro comentou que a Moura recicla 100% das baterias que produz.
No painel “Tecnologias na Mobilidade Elétrica”, Spartacus Pedrosa, gerente de Engenharia de Produtos da ITEMM – Moura, apresentou as tecnologias de baterias para os vários tipos de veículos elétricos, seu funcionamento e as formas de assegurar a integridade e operação otimizada do produto. O engenheiro comentou que a Moura recicla 100% das baterias que produz.
A gerente comercial da Eletra, Iêda Oliveira, mostrou as tecnologias que a empresa desenvolve para o setor de transporte público de passageiros, como o projeto Híbrido BR, ônibus 100% nacional e que será tracionado apenas por motores elétricos.
“A indústria nacional está tomando suas providências e está buscando desenvolver tecnologias para viabilizar um transporte mais limpo. Agora precisamos que o governo faça a parte dele. É preciso desenvolver políticas públicas que tragam incentivos fiscais que viabilize a introdução dessas tecnologias no mercado”, apontou.
Wilson Valente Junior, engenheiro de Desenvolvimento da EDA Services Consultant ESSS, mostrou o uso da simulação computacional no desenvolvimento de veículos elétricos.
Segundo o engenheiro, o recurso permite ter conhecimento de possíveis falhas ainda na fase de projeto. “Essa ferramenta é muito importante, pois conseguimos prever problemas nos mais diversos sistemas do veículo. Reduzimos o tempo das análises de quatro semanas para 50 minutos”, disse.
Mercado
Bernardo Hauch, gerente do BNDES, apresentou estudo da instituição que avaliou a indústria brasileira deste segmento, as novas tecnologias e como os veículos elétricos podem transformar o mercado global.
Bernardo Hauch, gerente do BNDES, apresentou estudo da instituição que avaliou a indústria brasileira deste segmento, as novas tecnologias e como os veículos elétricos podem transformar o mercado global.
Segundo o executivo, a indústria global de baterias automotivas passa por transformação com a crescente eletrificação, pois mesmo os veículos com motores a combustão tendem a utilizar baterias mais avançadas. Além disso, a difusão dos veículos elétricos representa ainda mudança mais radical na indústria, que passou a utilizar tecnologias antes restritas à eletroeletrônica.
“No Brasil, a indústria de baterias automotivas é das poucas do setor de autopeças com predominância de empresas de capital nacional”, apontou.
O vice-presidente da Anfavea, e diretor de Relações Institucionais da Renault Nissan do Brasil, Antônio Calcagnotto, afirmou que os veículos no futuro serão elétricos, já que a maioria das marcas estão investindo no desenvolvimento desses modelos e as vendas globais dobraram no último ano.
Porém, ele acrescentou que para que esses carros possam entrar com força em nosso mercado, é preciso incentivar as montadoras instaladas no Brasil a fabricarem esses modelos e, para isso, é preciso reduzir a sobrecarga tributária a que eles estão sujeitos. “Estamos completamente atrasados em relação aos demais mercados”, enfatizou.
Ozíres Silva, reitor da Unimonte e integrante do conselho consultivo sênior da SAE BRASIL, afirmou que o Brasil precisa desenvolver mais projetos intelectuais nacionais e não pensar apenas em produtos com peças nacionais.
O executivo afirmou que temos um mercado muito promissor, com grande potencial de consumo, mas que desde o início da produção nacional de veículos, no final da década de 1950, o Brasil pouco ofereceu em termos de marcas locais de êxito. “Temos um considerável mercado interno e com grande potencial de exportação, porém é preciso incentivá-lo”, analisou.
No painel “Os desafios para projeto e produção de veículos elétricos”, o engenheiro sênior de produto da CNH Industrial, Fabio Nicora, apresentou os veículos que a Fiat disponibiliza para o mercado de comerciais e os desafios que a marca venceu para introduzir esses carros no mercado nacional. “É muito difícil concorrer com um carro movido a diesel, eles são mais baratos na compra e na manutenção”, declarou.
O gerente de Assuntos Governamentais da Toyota, Roberto Braun, apresentou projetos híbridos da montadora que já conta com 21 modelos com essa opção de motorização, mas poucos disponíveis para o mercado nacional.
O executivo informou que até 2015 a montadora planeja lançar mais 18 modelos e também oferecer essa opção de motor em todos os veículos da marca. “Esperamos que no 1º semestre de 2014 o governo nacional dê incentivos para as novas tecnologias de propulsão”, disse.
Nenhum comentário:
Postar um comentário