quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Carro usado


Muita gente acha que não vale a pena comprar um carro novo. A grande desvalorização do bem no momento em que você engata a primeira marcha para sair da loja é surpreendente . Por outro lado, comprar um carro usado pode ser trabalhoso, mas não quer dizer que seja um mau negócio. Pelo contrário, a maior vantagem de comprar um carro usado é o poder de negociação do cliente. É possível encontrar barganhas que compensam, se forem tomadas precauções básicas.
Na hora de pesquisar o seu novo carro usado, o primeiro passo é avaliar se o preço que está sendo cobrado é compatível com o valor de mercado. Deve-se levar em conta o ano do modelo e fabricação, cor, quilometragem, revisões realizadas, opcionais (alarme, som, vidros e travas elétricas, etc.) e possíveis reparos a fazer. Uma das fontes de referência mais usadas é a Tabela FIPE (da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas)  que, inclusive, é utilizada por seguradoras na hora de avaliar o valor médio de mercado para pagar sinistros.
Lembre-se de que um carro usado teve uma história. Sendo assim, observe se o dono foi cuidadoso com o veículo para não ter dor de cabeça depois. Avalie o estado dos pneus, do estofamento e dos pedais para ver se são compatíveis com a quilometragem indicada no velocímetro. Fique atento para diferenças de tonalidade na pintura, que podem ser um indicativo de que o veículo tenha sofrido algum tipo de acidente. Preste atenção nas proximidades das borrachas das portas e dos para-lamas, nas arestas inferiores da carroceria, nas canaletas e nas bordas das tampas do capô do motor e do porta-malas. Verifique, por exemplo, se as portas e o capô, ao serem fechados, encaixam-se perfeitamente. Caso o veículo tenha vindo do litoral, lembre-se que a lataria, muitas vezes, é prejudicada pela maresia. O som do motor revela seu bom ou mau estado. Na dúvida, um bom mecânico saberá reconhecer o que precisa de ajustes.

No caso de veículo com placa de outro Estado, tenha muita certeza de sua procedência, antes de fechar a compra. Placas desse tipo podem esconder um carro clonado, um extenso histórico de multas ou uma restrição judicial (busca e apreensão).
Outro passo fundamental é saber quais documentos devemos exigir na hora da compra. Os principais deles são a quitação do IPVA e seguro obrigatório, o comprovante de quitação de multas e o famoso “DUT”, ou Original do Certificado de Registro do Veículo (CRV), que é o documento de transferência.
Seguindo esses passos básicos, você estará mais seguro para concretizar a sua compra e ser feliz com o seu carro usado.

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